O que esperar da economia americana no pós-pandemia?

Economia americana

A economia americana parece estar se estabilizando de vez. Graças a acelerada campanha de vacinação, o país — que foi um dos mais afetados pela pandemia do mundo — está vivendo uma verdadeira calmaria depois da tempestade. No entanto, o que podemos esperar da economia americana neste momento pós-pandêmico? Confira agora!

Os EUA e o coronavírus

Atualmente, cerca de 42% da população americana já está vacinada contra o coronavírus, e graças a isso, as restrições que já fazem parte do cotidiano da humanidade a mais de um ano, estão sendo reduzidas na terra do tio Sam.

Assim, não é surpresa observar a taxa de crescimento do PIB americano voltar a subir neste primeiro trimestre de 2021. Desse modo, o produto interno bruto americano cresceu 6,4% no 1T21. É claro que existem outros fatores por traz desse crescimento, afinal, a política econômica foi crucial para essa mudança.

Um dos pontos principais da economia americana nesta “reta final” da pandemia, foram as medidas expansionistas adotadas pelo presidente Joe Biden.

Se você investidor, ainda não é familiarizado com este conceito, tentarei explicar de forma breve. Uma política econômica é a forma de um governo direcionar a economia da nação. Assim, em tese, existem duas políticas opostas: as expansionistas e as contracionistas.

O termo expansionista fala por si só. Essa política busca expandir uma economia, com incentivos que gerem um aumento de produção/renda/emprego…

Parece realmente lindo, no entanto, uma política expansionista mal planejada, traz consequências verdadeiramente desastrosas para uma economia.

Contudo, o governo americano demonstra ter dado uma verdadeira aula de economia, ao injetar US$ 1,9 trilhões de dólares na economia americana, para reduzir os impactos da pandemia na vida dos americanos.

O risco da inflação

No entanto, as medidas expansionistas trazem consigo o risco da inflação. Afinal, considerando um cenário Macroeconômico, este fenômeno acontece principalmente pelo excesso de moeda em circulação em uma economia.

Assim, já vimos os primeiros sinais de inflação na forma de preços de commodities e rendimentos do Tesouro mais altos – ambos os quais tendem a refletir as expectativas da inflação.

O CPI americano, índice de inflação ao consumidor, chegou a 4,2% acumulado em 12 meses e o núcleo atingiu 3%, patamar mais alto desde 1996.

Os custos de alimentos e combustível também aumentaram este ano nos EUA, junto com outros preços de mercado.

No médio prazo, a melhora da pandemia deve retirar algumas restrições da cadeia produtiva, aumentando oferta e reduzindo pressão sobre indústria automobilista, bens de capital e materiais de construção. Fatores estruturais devem ajudar a suavizar a inflação no longo prazo, avanço da tecnologia permite produção em lugares diferentes do mundo,
gerando, portanto, menor pressão sobre salários.

A curva de Phillips

Considerando os salários, é interessante observar a curva de Phillips.

A curva de Phillips é uma teoria macroeconômica muito interessante neste caso. Afinal, ela demonstra diretamente a relação entre inflação e desemprego.

Esta relação é simples de visualizar se imaginarmos um ciclo de dependência. Por exemplo, considere um cenário de recessão econômica e alta inflação.

Não é uma surpresa imaginar que as empresas vão demitir funcionários para diminuir seus custos. Assim, considerando que o nível de desempregados aumentou, a renda das famílias diminuíram, e estas famílias passam a comprar menos produtos.

Desse modo, as empresas são obrigadas a reduzir seus preços, para voltar a vender seus produtos. Com o crescimento das vendas, novos empregados são contratos, e assim fica até a inflação subir novamente e recomeçar o ciclo.

No entanto a curva de Phillips americanas parece ter encontrado um bom ponto de equilíbrio:

Screenshot

A economia americana mais americana do que nunca

Portanto, as métricas da economia americana, apesar de sofrerem os efeitos da pandemia, continuam extremamente positivos. As projeções de crescimento parecem estar em um nível aceitável para ultrapassar a crise pós-covid. Por isso, a expectativa dos investidores continuam em alta, mesmo no meio dos receios do mercado.

Por fim, não deixe de conferir uma explicação se você realmente deve se proteger dos riscos da inflação americana. Clique aqui e confira!

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