Uber consegue lucro pela primeira vez após o IPO

  • A Uber (UBER) anunciou seu resultado referente ao 2T21;
  • Assim, a companhia fechou no lucro pela primeira vez desde seu IPO;
  • No entanto, a companhia ainda não convence o mercado. Afinal a empresa ainda mostra desempenho negativo nos principais indicadores operacionais.

Não é surpresa para ninguém que a Uber já é uma das maiores empresas do mercado de capitais do mundo. E isto, ocorre em decorrência da liderança da companhia que veio revolucionar o setor de transportes ao redor do mundo. Contudo, a companhia ainda não fechava suas contas “no azul” desde seu processo de listagem em bolsa.

No entanto, a empresa finalmente conseguiu lucrar com suas operações. Confira agora os detalhes!

Uber lucra, mas não convence

A Uber, que desde o seu IPO vive a pressão de se provar como uma empresa lucrativa, finalmente conseguiu terminar um trimestre no azul. De abril a junho deste ano, a empresa de tecnologia teve lucro líquido de US$ 1,1 bilhão, o primeiro em dois anos como uma companhia aberta. Contudo, os investidores não se empolgaram com o resultado, e as ações da empresa

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Fonte: Google Finance.

As ações da empresa tiveram uma breve alta, mas o mercado ainda acredita que a empresa está deixando a desejar. E Isto tem um motivo muito claro:

A companhia foi bastante “arteira” para conseguir demonstrar lucro em seu resultado. Afinal a Uber, que tem participação na Didi, grupo chinês dono da 99, e na Aurora, startup de tecnologia para veículos autônomos, se beneficiou das valorizações experimentadas pelas duas empresas no período referente ao balanço e as registrou como ganhos financeiros não realizados, de US$ 1,4 bilhão para a primeira e de US$ 471 milhões para a segunda.

Ou seja, o “lucro” registrado pela Uber, não veio das operações dos serviços da companhia. E um bom exemplo disso é o EBITDA da companhia. Você pode conferir um guia completo sobre este indicador clicando aqui!

Assim, o Ebitda da Uber ficou novamente vermelho. Com um prejuízo de US$ 509 milhões, mais um resultado negativo para uma companhia que foi fundada em 2009 e nunca teve lucro na operação. Não significa, porém, que os resultados não estejam melhorando. A perda no Ebitda ajustado para o segundo trimestre é inferior ao rombo de US$ 837 milhões anotado em igual intervalo do ano passado, período marcado pelo início da pandemia.

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